São espasmos, são vozes, círculos cinzentos tão perfeitos que se fecham em si. Latitude, longitude, perdidas cantos sem voz gritos para dentro. A cabeça na parede a parede na cabeça.
As mesmas canções, diferentes trilhos. Trocam-se os peitos, fogem as mãos escondem-se os braços enterram-se palavras, que não passam de um canto errante. O azul mascarado de quase tudo.
" A força conduz à força - o gesto conduz ao gesto- e não existe porta que não abra para outra porta por abrir. Eu diria que cada um está num fim inconcebível à espera da visita de si mesmo, para os dois viajarem juntos até um fim inconcebível onde também há uma espera. "
"Todos fazemos girar entre nossas mãos um velho pneu vazio, através do qual pretenderíamos alcançar aquele sentimento último a que as palavras não chegam." IC